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Caminhos do Futuro Comunicação e Turismo
O português, como qualquer outra língua, não é falado do mesmo modo pelos habitantes das diferentes regiões do país, não é falado da mesma forma por diferentes classes sociais. Como toda língua, é um sistema dinâmico que passou por alterações no correr do tempo. Isso equivale a dizer que a língua não é uma unidade uniforme e homogênea. O seu vizinho que nunca foi à escola não se utiliza da língua do mesmo modo que você que está na escola, ou ainda, da maneira que seus professores o fazem. Ao conversar com seus irmãos ou amigos, a linguagem que você usa não é a mesma que você utiliza nos seus trabalhos de pesquisa solicitados pela escola. No trabalho, um ambiente sempre mais cerimonioso, o uso da língua segue essa formalidade. Diferente é seu modo de falar com a loirinha da casa ao lado ou o moreno da banca de jornais da esquina. A essas variações de utilização da linguagem, os estudiosos dão o nome de variações socioculturais.Quando você liga a televisão para assistir a um telejornal e o apresentador chama o repórter da sucursal do canal de televisão lá no nordeste ou no extremo sul do país, você já percebe diferenças, quer pelo sotaque, quer pelo léxico. Essas diferenças ainda são mais notáveis quando o repórter entrevista um habitante local que, por não estar vinculado às normas da emissora, fala mais livremente. São as chamadas variações regionais relacionadas à localização geográfica.Se você pegar na biblioteca uma revista ou um jornal do início do século XX, você vai classificá-lo de ‘dinossauro’, ou seja, antigo, velho, não só pela forma como também pelo léxico, isto é, as palavras utilizadas. Aliás, a palavra dinossauro é um bom exemplo da variação histórica experimentada pela língua. Hoje, início do século XXI, não perdendo seu significado original de substantivo designador de um animal pré-histórico – e por isso mesmo – ela é usada para designar algo antigo, fora de moda. Algumas palavras somem do vocabulário cotidiano com o passar do tempo, isto é, caem em desuso. Palavras surgem diariamente como conseqüência do desenvolvimento tecnológico.Seus antepassados, cujo ‘retrato’ – palavra dinossáurica para fotografia – está pendurado na parede da sala, nunca ouviram, e menos ainda escreveram, palavras como satélite espacial, supersônico, videocassete, televisão e centenas de outras que fazem parte do seu cotidiano. Essas variações lingüísticas ocorrem no tempo, daí serem chamadas de variações históricas.
 
 
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