Hospitalidade Brasil
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29/06/11
Verdadeiros Resorts em alto mar, paraísos que pesam toneladas e flutuam sobre Poseidon, desbravando oceanos e desvendando seus mistérios. Os canhões, as enormes e antigas âncoras, a tripulação suando tentando erguer as velas no convés, o cenário do Capitão Gancho e do Jack Sparrow há tempos se adaptou ao gosto dos consumidores e festeiros. Os transatlânticos usados como transporte se transformaram em destino, os canhões foram mergulhados nas piscinas em alto mar, as velas se rasgaram e viraram lençóis de algodão egípcio, a âncora é lançada nas melhores praias do mundo enquanto os passageiros se bronzeiam nas milhares espreguiçadeiras espalhadas pelo navio. O Adoro Viagem desvenda os sete mares de alguns dos melhores cruzeiros ao redor do mundo.





25/06/11
Ps: Não temos nenhuma meta política divulgando um texto do Sr José Serra. Seja ele ou outro político que escreva ou fale sobre nosso tema será aqui divulgado, sempre fora dos períodos das eleições.
Este feriado prolongado e o período das festas juninas nos lembram que estamos patinando num setor da economia para o qual, sem trocadilho, somos naturalmente talhados: o turismo. Talvez esteja nessa área uma das maiores desproporções entre aquilo que herdamos —natureza exuberante e diversificada, cultura rica, povo amigável com os estrangeiros — e o que fazemos com essa herança.
O turismo tem uma importância maior do que parece à primeira vista. Trata-se de um setor bastante intensivo em trabalho – emprega muita gente em transportes, serviços, lazer, hotelaria — e que utiliza, em larga medida, insumos “nacionais”: clima, meio ambiente, paisagens, alimentação etc. Ele estimula ainda, e até exige, investimentos em infraestrutura, como saneamento, estradas, aeroportos, que acabam beneficiando a população como um todo. Tomemos como exemplo o monumental projeto de saneamento do governo de São Paulo na Baixada Santista, em fase de conclusão: além de despoluir as praias, está promovendo uma notável melhoria dos serviços de água e esgoto, com o respectivo tratamento, em toda a região. Esse é um ganho definitivo para a população local, além do benefício óbvio que traz para os turistas.
Infelizmente, o setor de turismo no país é muito menos pujante do que poderia. O fluxo de turistas estrangeiros que vêm ao Brasil praticamente não cresceu na década passada: em torno de 5 milhões de pessoas, que gastam em solo brasileiro US$ 6 bilhões. Esse número representa pouco mais de 0,5% dos viajantes no mundo: é um quinto do que recebe a Turquia e um quarto do que recebe o México!
No sentido contrário, no entanto, assiste-se a uma verdadeira explosão. Em 2009, os turistas brasileiros gastaram no exterior US$ 11 bilhões. Em 2010, no contexto da farra cambial-eleitoral promovida pela política econômica, esse montante se elevou a US$ 16,5 bilhões. O déficit brasileiro no setor alcançou, assim, algo próximo a US$ 10 bilhões. Isto significa uns 16 mil empregos diretos a menos no Brasil e a mais no exterior. Ou seja, na área do turismo, um país continental e tão diversificado como o Brasil, exportou um número enorme de empregos. E que fique claro: não se trata de criar dificuldades para os que querem conhecer outros países. O que precisamos é tornar o turismo interno mais competitivo que o turismo externo, e nos organizar para atrair mais turistas estrangeiros para cá.
Mas, afinal, o que está acontecendo? Antes de qualquer outro fator, é necessário lembrar o papel que a megavalorização do câmbio – o impropriamente chamado real “forte” — exerce nessa equação que nos é tão desfavorável. Ele barateia as viagens e as compras no exterior e torna o Brasil mais caro para os estrangeiros. Isso explica o fato de o turismo europeu para o Brasil ter caído em mais de 20% desde 2005. Os portugueses, por exemplo, têm preferido cada vez mais o Caribe, apesar da nossa vantagem no idioma.
Há um dado que é um verdadeiro emblema da nossa dificuldade. Um turista brasileiro paga em Nova York US$ 3,7 por um Big Mac (dado de outubro de 2010). Já um turista americano desembolsa, no Brasil, US$ 5,3 pelo mesmo sanduíche — 40% a mais! No México, custa US$ 2,6, em torno da metade do preço; na Malásia, US$ 2,2. De fato, o nosso Big Mac está entre os mais caros do mundo em dólar – só perde para o da Suíça e o de alguns países nórdicos. Por estar presente em quase todo o mundo, o preço desse sanduíche é uma referência muito útil para comparações internacionais. Ele ilustra uma situação que se estende a muitos outros produtos.
Os mesmos cálculos da revista The Economist, que inventou e atualiza o “Índice do Big Mac”, evidenciam que o real está no topo das moedas mais valorizadas do mundo: perto do 40%. Essa valorização não é sadia, pois não decorre de um robusto superávit na conta corrente do balanço de pagamentos, mas de um aumento do passivo externo em razão do fluxo de dinheiro atraído pela taxa de juros mais alta do mundo — e é assim há muitos anos. Na verdade, o déficit brasileiro na conta corrente, neste ano, vai bater a marca histórica em tamanho (U$ 65 bilhões) e situar-se entre os três ou quatro mais elevados do planeta, em valores absolutos e em relação ao PIB.
O irrealismo cambial pode ser o problema principal, mas não é o único que explica a mediocridade da performance brasileira em turismo. Durante os últimos anos, o Brasil não investiu o necessário em obras de infraestrutura. Tratei deste assunto em dois artigos recentes neste espaço, intitulados “O Desenvolvimento adiado” e “A pior ideologia é a incompetência”. Essa falta de investimentos cria gargalos que frustram e/ou encarecem o crescimento sustentado em várias áreas, com reflexos especialmente graves no turismo.
Querem ver? Estão aí, aos olhos de todos,o transporte caótico, terminais rodoviários e aeroportos congestionados, rodovias no mais das vezes insatisfatórias ou lastimáveis, muitas cidades sem saneamento básico decente, etc. Nas últimas décadas, nunca o governo federal investiu tão pouco nessa áreas. O conjunto redunda em dificuldades adicionais, como a carência da mão-de-obra qualificada, falta de conhecimento de outros idiomas, desorganização e pouco investimento no fortalecimento da cadeia produtiva.
Daria para corrigir a rota? Claro que sim! Mas isso exige foco, metas, planejamento, gestão eficiente – tudo o que tem faltado na esfera federal. Além disso, sobra inoperância e loteamento político no setor que deveria cuidar do turismo. É preciso lembrar que justamente esse setor acabou se tornando um lugar privilegiado das lambanças orçamentárias? Neste feriadão em que tantos viajam, só o governo continua a não saber para onde vai…
http://www.joseserra.com.br/archives/1214
20/06/11
O hotel Plaza Athénée Paris terá, pelo segundo ano consecutivo, o quarto especial temático da Barbie para as meninas. Além disso, vai inaugurar o quarto Hot Wheels para os meninos, ambos disponíveis durante o próximo mês de agosto.
Trata-se de uma parceria do Plaza Athénée, hotel cinco estrelas com ênfase em moda, com a empresa responsável pela boneca Barbie, com foco nos jovens clientes. O quarto é luxuoso e totalmente decorado com acessórios típicos da boneca.
| Divulgação/Plaza Athénée Paris | ||
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| Quarto temático da Barbie temporário para as meninas |
Sofás, tapetes cor-de-rosa, iluminação, uma mesa de Barbie, mesas de cabeceira, camas com temas de fábulas, cortinas Barbie com padrão de coração e um espelho barroco.
A suíte privada tem dois ambientes diferentes para escolher: Barbie Modern Princess (Princesa Moderna) para as meninas que sonham com tiaras, princesas e contos de fadas; ou Barbie Fashion Icon (Ícone da Moda) para quem gosta de moda,
tendências e glamour.
As mais jovens provavelmente vão preferir a primeira opção, com roupa de cama “real” e sua mesa para animais de estimação. Enquanto isso, as mais crescidinhas fashionistas podem escolher o glamour colorido da “Fashion Icon”, apartamento que tem um computador e mobiliário de designer.
| Divulgação/Plaza Athénée Paris |
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| Quarto temático temporário Hot Wheels para os meninos |
MENINOS
Para os meninos, há neste ano um quarto dedicado à velocidade e emoção, valendo-se da marca de carros de brinquedo Hot Wheels. Seu imaginário aparece com carros personalizados, “tracksets”, acrobacias e jogos, incluindo uma pista de corrida.
As camas têm forma de carro ladeado por mesas de cabeceira Hot Wheels azul e laranja, um despertador, tapetes e espelhos decorados com a fogo do motivo da marca –e muitos cartazes, carros e aparelhos no quarto para os meninos.
Entre 2 e 30 de agosto, o valor para um desses quartos conectando-se com um apartamento Deluxe para os pais, fica a partir de 1.700 euros. Se os pais optarem pela suíte de luxo, o valor é de 2.800 euros. O café da manhã continental para as crianças e os pais está incluso.
Os quartos da Barbie e Hot Wheels são voltados a crianças a partir de três anos de idade ou adolescentes com até 16 anos. Reservas podem ser feitas pelo telefone 00/xx/33/0/153-676-667 ou pelo site do hotel.
20/06/11
O turismo religioso tem se convertido em um lucrativo filão de negócios para agências e operadoras de turismo.
Maior do setor no país, a CVC calcula que 30% dos 70 mil clientes que compraram seus pacotes em 2010 para a Europa visitaram santuários e incluíram cidades como Roma (Itália), Fátima (Portugal), Santiago de Compostela (Espanha) e Lurdes (França) em seus roteiros.
Valter Patriani, presidente da CVC, diz que a empresa “não vende” seus produtos como viagens de turismo religioso, mas sente uma procura crescente por esses e outros destinos como Israel e Turquia (onde, segundo a tradição católica, viveu a Virgem Maria).
Segundo o executivo, a Europa é o destino preferido de católicos. Já os evangélicos procuram mais Israel e geralmente visitam mais um destino na região.
Patriani diz que mesmo internamente o segmento ganha força. “Vendemos muitos roteiros rodoviários com saída do Rio para São Paulo que incluem uma visita ao santuário do padre Marcelo Rossi [que finaliza a construção de uma nova igreja para 100 mil fiéis].”
MILHÕES
O Ministério do Turismo estima que anualmente 8,1 milhões de pessoas viajam “movidas pela fé” e que cerca de 15 milhões de pessoas demostram interesse em destinos religiosos.
O órgão trabalha para estruturar novos roteiros turísticos com foco religioso e melhorar a infraestrutura ao turista para os destinos já consolidados, segundo Sáskia Lima, coordenadora de segmentação do ministério.
Um desses destinos consagrados, por exemplo, é Salvador (BA). Na cidade, diz, são oferecidos passeios que incluem tanto visitas a igrejas como a terreiros de religiões afro-brasileiras.
Lima afirma ainda que o turismo religioso é muito “pulverizado” e “informal”. Paróquias e igrejas evangélicas, muitas vezes, organizam sozinhas as viagens. Em outras oportunidades, diz, contam com pequenas agências e operadoras especializadas.
Uma delas é a El Gibor. “Já organizei viagens para várias igrejas: batista, metodista, presbiteriana e outras”, afirma Rosana Sancricca, diretora da operadora.
Seu mais novo projeto é um cruzeiro evangélico para 2.000 pessoas, com partida em dezembro de Santos para o litoral de Santa Catarina. No roteiro, estão previstos cultos, shows gospels e pregações a bordo.
A Marsans Brasil já organizou duas rotas –em 2009 e 2010– que percorreram os litorais do Rio e de São Paulo. Do mesmo modo, missas, apresentações de cantores e novenas estavam na programação. Há previsão de um novo tour marítimo em 2012.
Jaime Abraços, diretor da Marsans, diz que não vincula seus produtos ao turismo religioso. Estruturou os cruzeiros-e outras viagens- a pedido de um franqueado de Campinas (SP), vinculado à arquidiocese local.
O executivo vê, porém, um “crescimento muito grande” das viagens para Europa e Israel de “grupos de afinidades”, nos quais se insere a dimensão religiosa.
http://www1.folha.uol.com.br/mercado/932195-turismo-religioso-aquece-setor-de-viagens.shtml |
04/06/11
O Ministério do Turismo lançou na quarta-feira (8), em Brasília, cartilha com orientações básicas sobre sistema de classificação hoteleira. A publicação está dividida em capítulos que apresentam o histórico, tipologias, requisitos e procedimentos para adesão ao sistema, que começa a ser implantado ainda esse ano. A cartilha foi entregue às entidades representantes do trade e já pode ser baixada através do portal do MTur (www.turismo.gov.br).
O lançamento da cartilha precede a publicação da portaria ministerial que instituirá o Sistema Brasileiro de Classificação de Meios de Hospedagem. A partir da divulgação no Diário Oficial da União, prevista para os próximos dias, os empreendimentos interessados poderão se inscrever no sistema, que é de adesão voluntária.
Alexandre Sampaio, presidente da FBHA, participou do evento, e disse que a classificação é válida, segue uma tendência mundial, e tem um parâmetro para hotéis independentes e para pequenas empresas – promovendo uma inclusão no setor hoteleiro ao abranger todos os formatos de hospedagem. Servirá ainda como uma referência aos turistas estrangeiros acostumados a esse padrão, comum no exterior. Essa nova prática cumpriu com as demandas apontadas pela Federação de não obrigatoriedade, de baixo custo de adesão ao sistema, e de estar vinculada a um processo de sustentabilidade (primeiro passo para um processo de certificação ambiental). O sistema prevê sete tipos de meios de hospedagem – Hotel, Pousada, Hotel-Fazenda, Hotel Histórico, Cama & Café, Flat e Resort.
O diretor da Secretaria de Políticas do Ministério do Turismo, Ricardo Moesch, fez exposição sobre o sistema durante o seminário “Inovações em Políticas Públicas de Turismo: avanços e desafios”. Ele abordou o caráter participativo e os modelos internacionais observados na elaboração do sistema. Disse que a necessidade de auxiliar o turista em suas escolhas, de possibilitar a concorrência e de atualizar a classificação brasileira foram alguns dos fatores que motivaram a adoção de um novo sistema.
Faça o download das cartilhas pelo link:
http://www.turismo.gov.br/turismo/o_ministerio/publicacoes/cadernos_publicacoes/23classificacao_hoteleira.html
Ressaltamos que a partir da publicação no Diário Oficial nos próximos dias, os empreendimentos interessados poderão se inscrever no sistema, para maiores informações ou dúvidas decorrentes entrar em contato pelo telefone: (61) 2023.8220 ou pelo email do Ministério do Turismo: classificacao@turismo.gov.br
Anexos:
1) Portaria nº 17, de 12 de Fevereiro de 2010 A Portaria nº 17 , tem como objeto, tornar sem efeito o Regulamento do Sistema Oficial de Classificação de Meios de Hospedagem aprovado pela Deliberação Normativa da EMBRATUR nº 429, de 23 de abril de 2002 e revogar a Deliberação Normativa da EMBRATUR nº 376, de 14 de maio de 1997. leia mais
2) Deliberação Normativa n.º 429, de 23 de Abril de 2002
A Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo) define parâmetros para o novo Sistema de Classificação dos Meios de Hospedagem. Os novos regulamentos alteram integralmente o processo de classificação dos meios de hospedagem e consolidam disposições dispersas na legislação referentes à atividade hoteleira. Leia mais
25/05/11
Por Luiz Gonzaga Godoi Trigo*

A junção educação-trabalho no mundo atual
Com base nessas considerações, fica evidente que a solução para a profissionalização do turismo no Brasil não passa, necessariamente, por uma simples e burocrática “regulamentação”. Ela é insuficiente para resolver todos os problemas da área.
http://www.hoteliernews.com.br/HotelierNews/Hn.Site.4/NoticiasConteudo.aspx?Noticia=66336&Midia=1
22/05/11
Foi em volta da mesa, com um jantar preparado no Rio de Janeiro pelo chef francês Roland Villard, em outubro, que a mais antiga escola de gastronomia do mundo, Le Cordon Bleu, e o governo fluminense se aproximaram pela primeira vez. O encontro rendeu frutos e, no próximo mês, será firmada parceria para abertura da primeira filial brasileira da escola francesa. O local escolhido é um prédio público em Botafogo, na zona sul carioca.
Como o espaço terá de passar por obras, a expectativa é que a primeira turma inicie as aulas no início do ano que vem e até o fim de 2012 saiam os primeiros formados brasileiros.
Professores da sede em Paris e de outras filiais vão se transferir para o Rio para iniciar o curso, que seguirá o modelo da Cordon Bleu, com duração de nove meses e três módulos – básico, intermediário e superior – de cuisine (cozinha) e outros três de pâtisserie (confeitaria).
Baixa renda. A negociação com o governo estadual fluminense inclui a reserva de pelo menos um quinto das vagas para alunos de baixa renda e formados em escolas públicas. ‘A Cordon Bleu vai formar e ao mesmo tempo valorizar a cultura local. A técnica francesa está em 80% das escolas do mundo. A partir dela, pode-se desenvolver qualquer técnica. E as aulas vão valorizar os produtos locais tradicionais’, diz Roland Villard, chef do restaurante Le Pré Catelan.
Villard atuou como consultor da escola francesa e aproximou o presidente da Cordon Bleu, André Cointreau, e o vice-presidente, Patrick Martin, do vice-governador, Luiz Fernando Pezão. O político fluminense é um apreciador eclético, que vai da comida de boteco aos pratos mais sofisticados.
Detalhes como o número de estudantes e o preço dos cursos para os alunos particulares serão definidos até junho, quando Cointreau voltará ao Rio para formalizar a parceria com o governador Sérgio Cabral.
A Secretaria de Ciência e Tecnologia do Estado não deu nenhuma informação sobre as negociações com os franceses nem sobre o investimento estadual na empreitada. Roland Villard acredita que o destaque do Rio com a Copa de 2014 e especialmente com os Jogos Olímpicos de 2016 foram pontos a favor da cidade na decisão de abrir uma filial carioca. O chef acredita que a nova escola poderá atrair alunos com alto poder aquisitivo, mas que não podem ou não querem deixar o País por quase um ano para o curso completo.

Valores. Além de tradicional e conceituada, a Cordon Bleu é cara. O curso completo para obtenção do chamado ‘grand diplôme’ ( grande diploma) chega a 35 mil (R$ 80,5 mil). Há ainda cursos que vão de poucas horas a até quatro dias, com preços que variam de 40 (R$ 92) a 900 (R$ 2.070).
Em Paris, a maioria dos alunos do curso completo é de estrangeiros. ‘Poucos franceses fazem escolas privadas de gastronomia. Há muitos cursos públicos excelentes. Eu me formei há 20 anos em uma escola pública’, conta Villard, que dará aulas de História da Gastronomia na Cordon Bleu do Rio.
Formação. ‘Nove meses são suficientes para se ter o conhecimento avançado, mas isso não é tudo. Nenhuma escola no mundo forma chefe de cozinha. Forma cozinheiros’, diz Villard. ‘Só na aplicação do aprendizado é que você, talvez, se torne um chef.’
Villard se diz encantado pela sensibilidade e criatividade do brasileiro. Mas faz uma ressalva. ‘A questão é que a gastronomia brasileira não saiu do Brasil, não ganhou o mundo, como a gastronomia mexicana, a italiana, a peruana, a libanesa. Acho que essa realidade pode mudar’, ressalta.
22/05/11
Copa e Olimpíadas atraem estudantes em busca de colocação profissional mais rápida.
Danilo Verpa/Folhapress![]() |
Amanda de Barros Piloto, 22, é aluna do quarto semestre do curso superior
de gastronomia no Senac, em São Paulo
VANESSA CORRÊA DA SILVA
DE SÃO PAULO
Jecineide Carvalho, 20, viu na Copa do Mundo uma das principais motivações para estudar hotelaria. Aluna do quarto semestre do curso no Senac-SP, Jecineide já trabalha no hotel Grand Hyatt, na capital paulista, há um ano.
“Optei pelo curso tecnológico por ter menor duração. Assim, consigo entrar no mercado mais rápido e estar preparada até a Copa, que com certeza trará muitas oportunidades”, afirma.
Entre as áreas profissionais em crescimento no país, o turismo é uma das que tem se mostrado mais aquecida, com altos índices de empregabilidade. Segundo o Ministério do Turismo, 7,2 milhões de pessoas trabalham atualmente no setor e esse número só tende a crescer.
Com a aproximação da Copa do Mundo (2014) e das Olimpíadas, no Rio, o setor turístico deve ficar ainda mais em evidência no país.
Somente no Rio, cidade que sediará os Jogos Olímpicos, a previsão é de que 10 mil novos quartos de hotéis estejam prontos até 2016.
“Nossa meta são 4.500 novos quartos já para a Copa e 5500 para a Olimpíadas. Esse crescimento trará a abertura de cerca de 40 mil novos postos de trabalho no setor e eu diria que 60% são voltados para profissionais com curso superior na área”, afirma Alfredo Lopes, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Rio de Janeiro.
“A cada semestre, aproximadamente 30 empresas do setor hoteleiro nos procuram para selecionar alunos. Da segunda metade do curso em diante, diria que 80% dos alunos já estão atuando no mercado”, informou Eleni Paparounis, coordenadora do curso de tecnologia em hotelaria do Senac-SP.
GASTRONOMIA
Outra área que também deve se beneficiar com os eventos é a gastronomia. O aumento do turismo no país vai agravar a falta de mão de obra do setor e o resultado é a criação de mais espaço para profissionais com formação acadêmica.
Amanda de Barros Piloto, 22, aluna do quarto semestre de gastronomia no Senac-SP, acredita que o curso é um diferencial. “Eu sei que não sairei do curso como chef de cozinha, mas as aulas dão uma ótima base para quem quer começar na profissão”, declara.
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/especial/fj2205201103.htm
19/05/11
São Paulo – Fasano, Emiliano, Unique e outros hotéis paulistanos de alto luxo em breve terão concorrência. Pouco conhecido no Brasil, o Corinthia Hotels resolveu erguer um estabelecimento por aqui. Rede nascida em Malta (pequena ilha-nação do Mar Mediterrâneo) há mais de 40 anos, ela se concentra no oferecimento de instalações e serviços sofisticados a seus hóspedes. No momento, os diretores da empresa fazem uma série de discretas visitas às metrópoles locais para escolherem qual delas receberá a unidade. Mas os executivos do Corinthia já dão como certo que a eleita será São Paulo.
O último hotel aberto pela empresa, em Londres, dá uma boa ideia de sua proposta. Inaugurado a um custo de 330 milhões de euros, o Corinthia Hotel London funciona em um edifício neoclássico construído em 1885 no centro da capital britânica e que pertencia à própria rainha Elizabeth II. Depois de adquiri-lo da soberana inglesa, o grupo reformou-o por completo ao longo de 4 anos e abriu suas portas em 28 de abril de 2011 (bem a tempo de aproveitar o movimento gerado pelo casamento do príncipe William com Kate Middleton, celebrado no dia seguinte).
Malta
Criado e até hoje controlado pela família Pisani, de Malta, o Corinthia Group surgiu em 1960, tem ações listadas na bolsa da ilha e pretende abrir seu capital também no Reino Unido. Além da bandeira Corinthia Hotels, a empresa gerencia unidades da rede americana Wyndham, que também é sócia da companhia.
“Há 5 cidades onde queremos estar em breve: Nova York, Paris, Roma, Moscou e São Paulo. Destas, São Paulo é a que estamos mais perto de atingir”, afirma Roderick Micallef, gerente-geral do Corinthia Hotel Lisboa. Hoje, além da unidade portuguesa, a rede tem hotéis em Budapeste, Praga, São Petersburgo, Trípoli, Cartum, a recém-aberta em Londres e em Malta.
Micallef observa que o que a rede entende por luxo não se resume a instalações suntuosas. “Na verdade, acreditamos que existem três coisas relevantes para o sucesso de um hotel: serviços, serviços e, por fim, serviços”, brinca. O Corinthia busca se diferenciar por dar aos hóspedes um tratamento intimista, quase familiar, diz ele.
Diárias
As sondagens da equipe no Brasil incluem prospecção de terrenos onde seria possível erguer um hotel, mas no momento ainda não se bateu o martelo a respeito. Há também a chance de que algum edifício seja aproveitado, como na Inglaterra. “As diárias de nossa unidade em Lisboa oscilam de 130 até cerca de 300 euros; em Londres, entre 300 e 600 libras. Guardadas as proporções, no Brasil os valores serão parecidos”, revela Micallef. “São Paulo é o centro econômico do País, uma sociedade incrivelmente dinâmica. Não podemos ficar fora daqui”, completa Marcel Horande, gerente sênior de vendas do Corinthia Hotel London, que também se encontra no Brasil. Teresa de Châtillon, diretora de Relações Públicas da unidade de Lisboa (outra integrante da equipe que visita o País) finaliza: “Queremos trazer nosso conceito de hotelaria de alto luxo, que é bem específico. Seremos uma novidade no mercado brasileiro deste setor”.
Competição
São Paulo está, de fato, carente de mais apartamentos de hotéis cinco-estrelas, observa Fernando Sanches, consultor especializado em hotelaria. Portanto, há demanda para o surgimento de um Corinthia local. O que não quer dizer que não existam já estabelecimentos do tipo na cidade, no entanto.
“Hilton, Grand Hyatt, Unique, Fasano e Emiliano são os hotéis de alto luxo da capital paulista”, informa ele. “Destes, os dois primeiros oferecem também outras opções de hospedagem além das deste tipo, ao passo que Unique, Fasano e Emiliano são exclusivamente focados em sua proposta de acolhimento cinco-estrelas. De qualquer forma, o Corinthia terá competição ao chegar aqui”. Seria interessante saber em mais detalhes, observa Sanches, quais os diferenciais do trabalho da rede maltesa, aparentemente voltado para a excelência no relacionamento entre os clientes e o staff de cada unidade.
Mas ainda assim há demanda para um estabelecimento do tipo. “A hotelaria paulistana, bem como a do restante do Brasi, passa por forte expansão. Calcula-se que pelos próximos 5 ou 6 anos, ao menos, isto vai perdurar. Especificamente a área de hotéis ultrassofisticados tem necessidade de novos quartos na cidade, que afinal de contas é constantemente visitada pelas maiores fortunas do País”, observa o consultor, referindo-se ao bom momento econômico vivido no Brasil.
Conheça de perto o Corinthia Hotel London:





http://www.panoramabrasil.com.br/corinthia-hotels-preparase-para-abrir-suas-portas-no-brasil-id63598.html