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Um mundo sobre as hélices de um cruzeiro

A Bordo À Bordo

Verdadeiros Resorts em alto mar, paraísos que pesam toneladas e flutuam sobre Poseidon, desbravando oceanos e desvendando seus mistérios. Os canhões, as enormes e antigas âncoras, a tripulação suando tentando erguer as velas no convés, o cenário do Capitão Gancho e do Jack Sparrow há tempos se adaptou ao gosto dos consumidores e festeiros.  Os transatlânticos usados como transporte se transformaram em destino, os canhões foram mergulhados nas piscinas em alto mar, as velas se rasgaram e viraram lençóis de algodão egípcio, a âncora é lançada nas melhores praias do mundo enquanto os passageiros se bronzeiam nas milhares espreguiçadeiras espalhadas pelo navio. O Adoro Viagem desvenda os sete mares de alguns dos melhores cruzeiros ao redor do mundo.

HISTÓRIA DOS CRUZEIROS
Eles surgiram por pura necessidade de transporte. O S. S. Savannah, primeiro navio a vapor, começou a flutuar em 1819 e sua meta era cruzar o Atlântico e chegar a Liverpool. Ele não afundou no caminho e os passageiros pisaram felizes à terra dos Beatles 22 dias depois. Claro, depois do sucesso da viagem, a história virou moda e a linha de navegação britânica White Star Lines começou a construir uma frota de transatlânticos. O mais conhecido deles é o Titanic, mas o maior de todos os navios construídos pela companhia naquela época foi o Britannic. Ele não ficou muito famoso porque logo depois do seu lançamento, foi adaptado para servir como navio-hospital na primeira guerra mundial. Apesar da equipe da White Star Lines construir transatlânticos luxuosos e gigantescos, ela não deu muita sorte com a engenharia de seus navios e nem com as surpresas dos oceanos: O Titanic, como todo mundo já sabe, afundou em 1912, e o Britannic naufragou no Mediterrâneo quatro anos depois.
A ideia de transportar luxo e sofisticação pelos sete mares nasceu de uma necessidade econômica. Como os transatlânticos transportavam a alta classe da burguesia inglesa e americana, eles precisavam se encaixar no perfil exuberante das dondocas e dos dândis, fornecendo todos os serviços dignos de hotéis de luxo e paparicando a alta sociedade. Os restaurantes deslumbrantes, os salões e os quartos decorados com os melhores quadros, as madeiras mais finas, a mais bem feitas tapeçarias, os talheres em ouro e prata e os artigos de luxo que enfeitavam cada canto dos navios eram apenas detalhes na arquitetura e na decoração de um bom transatlântico.
Quando os aviões apareceram e deixaram os transatlânticos de havaianas na beira da praia, as redes de viagens marítimas precisaram buscar outro jeito de atrair passageiros, foi aí que apareceram os cruzeiros super elaborados, recheados de apresentações de teatro, dança, restaurantes, piscinas enormes, baladas, cassinos, lounges, lojas de marca, academia, shows do Roberto Carlos e inúmeras outras atrações impossíveis de serem listadas em apenas um parágrafo.
A VIAGEM QUE É A SUA CARA
Cruzeiros gastronômicos, universitários, cruzeiros de dança, dos solteiros, dos homossexuais, dos astronautas, cruzeiro dedicado aos mistérios da ciência (ancorado no triângulo das bermudas) e até um cruzeiro para os fãs da apple. Se você quer viajar pelos mares só com tripulantes do seu estilo, opções não vão faltar.
Fãs de Ciência – Cruzeiro para Geeks:
O cruzeiro Bright Horizons, da InSight Cruises, teve como destino em 2011 uma das pontas do Triângulo das Bermudas, famoso por fazer navios e aviões desaparecerem dentro de seus vértices. Se você é fissurado em ciência, adora especulações sobre a nossa própria existência e sobre o universo desconhecido, desembolse 2.074 dólares para debater psicologia cognitiva, física de partículas, arqueologia e muitos outros tópicos sobre a vida, o universo e tudo mais. Os seminários são feitos por grandes nomes do cenário cientifico, mestres PH.D em várias especialidades traçam comentários e análises sobre o cérebro humano, neurociência, universo paralelo  e evolução tecnológica.
Esse ano o PH.D  em história da ciência e editor chefe da revista Skeptic, Michael Shermer, palestrou sobre os acontecimentos estranhos no triângulo das bermudas e a batalha constante entre ciência e religião. Neil Bauman e Theresa Mazich, os criadores do cruzeiro, quiseram debater ciência, arqueologia, história e conhecimento de uma maneira menos cansativa e clichê que as usadas nas clássicas convenções em hotéis, então em 1999 eles fundaram a companhia InSight Cruises.  Esse ano o Bright Horizon já zarpou, mas a aventura científica pelos mares do Caribe rola todo ano no mês de maio.
Desbravador dos Mares:
Se você prefere mais ação e menos palavras, o “50 years of Victory” desbrava os mares congelantes do norte da Rússia. Exclusiva para apenas 128 passageiros, essa viagem ao Polo Norte oferecida pela operadora americana Quark Expedition vai quebrar suas expectativas mais ousadas. São 14 dias a bordo do “50 Years of Victory”, o maior e mais potente quebra-gelo nuclear do mundo. Não há riscos de bater em um iceberg já que o navio estará navegando em um, e sua força é capaz de quebrar blocos com até três metros de espessura.
O navio é lançado ao oceano ártico no porto russo de Murmansk, e o objetivo é alcançar o polo norte em oito dias. Para garantir aos passageiros que eles chegaram mesmo a seu destino, e não a apenas mais um dos quilométricos blocos de neve espalhados pelo oceano ártico, um GPS confirma a conquista e os corajosos comemoram bebendo champanhe, comendo um churrasquinho no gelo e curtindo o maravilhoso deserto branco do polo norte. Depois da pausa no ponto mais gelado do planeta, o navio começa a quebrar seu caminho de volta, mas antes faz uma breve parada em Fraz Josef Land, arquipélago formado por 191 ilhas no norte da Rússia.
Os passageiros podem saltar do navio e explorar as paisagens entorpecedoras sem se preocupar, um helicóptero de segurança da Quark Expedition fica sobrevoando as ilhas para evitar qualquer acidente nas gigantescas formações rochosas que decoram o arquipélago. No décimo quarto dia o “50 Years of Vicotry” volta a Murmansk, onde é oferecido um vôo fretado até Helsinki, o ponto de partida da viagem. Dois dias de hospedagem em Helsinki estão incluídos no preço do cruzeiro, e um agasalho bem quentinho também.
Luxo Acumulado:
A morada sagrada do luxo em alto mar, Oasis of the Seas. O gigantesco dos mares da Royal Caribbean International tem capacidade para 5400 pessoas, pesa 220000 toneladas e foi lançado ao oceano pela primeira vez em 2009. De tão grande, ele quase empacou no canal de Papenburg na Alemanha e foram necessários dois rebocadores para tirar ele de lá. São tantas salas e tantos compartimentos que dentro do navio as crianças devem brincar carregando uma espécie de pager. De tão compridos, os 16 andares foram divididos em bairros, no oitavo andar está o Central Park, composto por mais de 1000 espécies de plantas verdadeiras, foi tudo tão bem planejado que as cabines com vista para esse jardim custam mais que as cabines com vista para o mar.
No andar de cima um luxuoso Shopping Center faz com que os passageiros quase esqueçam que estão em um navio. Em um dos andares há um enorme tobogã com ondas para a prática de surf, em outro uma tirolesa e montanhas para escalada. Aos que preferem esportes menos radicais, o navio também tem quadra de basquete e pista de golfe. Ainda rolam apresentações de comediantes, espetáculos de jazz, cinema, teatro, salas enormes de videogames, um espetáculo da Broadway, e um anfiteatro na poupa do navio, onde bailarinos e acrobatas fazem seus números em uma piscina. Todos os espetáculos são gratuitos, já que estão inclusos no pacote do cruzeiro, mas os tratamentos no spa são pagos a parte.
O preço do pacote mais simples gira em torno de R$3.000. Agora se você realmente quiser aproveitar todo o luxo que esse navio pode lhe proporcionar, desembolse até R$50.000, para uma semana, e se hospede em uma das mais grandiosas suítes da história da navegação. Esse aposento com o preço mais salgado que a água do mar é o primeiro apartamento de dois andares no estilo loft em um cruzeiro marítimo, são várias salas particulares e uma enorme varanda com hidromassagem.
É muita gente, mas o embarque é tranquilo! O terminal da Royal Caribbean no porto de Fort Lauderdale, pertinho de Miami, tem guichês o suficiente para organizar todos os passageiros. E os roteiros de sete dias incluem mais ou menos quatro paradas no Caribe, Cozumel, Falmouth, Labadee, St. Maarten, St. Thomas, e Costa Maya. Mas é fácil esquecer esses destinos se perdendo na enxurrada de atividades e nas centenas de atrações que o cruzeiro oferece.
Luxo em Terras Brasileiras:
Splendour of the Seas é o irmão latino do Oasis. A revista viagem o elegeu como o melhor navio que já esteve em costa brasileira e o público daqui parece concordar, já que todo ano as cabines do cruzeiro são ferozmente disputadas nas agências de viagem.  A maioria tem como destino o litoral da América do Sul, na temporada 2011/2012. Serão 13 roteiros diferentes com duração de sete ou oito noites e escalas em Buenos Aires, Montevidéu e Punta del Este. Há também a possibilidade reduzir o tempo da viagem. Outros oito roteiros foram preparados para três, quatro ou cinco noites pelo litoral brasileiro, com escala em Búzios, Ilhabela, Porto Belo e Ilha Grande.
Por dentro o cruzeiro há uma espécie de versão reduxida do Oasis of the Seas. Não tão exuberante, mas super luxuoso e recomendado, o Splendour of the Seas também faz os passageiros se perderem em cassinos, piscinas, enormes salões de jantar, jacuzzis, restaurantes , louges, bares temáticos, e o mini golf, presentes em quase todos os navios da Royal Caribbean. Se você adora o visual cheio de informação da cidade de Las Vegas, e não liga de dividir espaço com milhares de pessoas, é uma ótima opção com um preço menor e mais fácil acesso.
Esse ano o Splendour vai passar por uma revitalização. Alguns restaurantes, como o Giovanni’s Table e o Izumi Asian Cuisine serão instalados no navio. A cozinha de ambos são ótimas, mas é aquela velha história: comer em alto mar nunca é uma refeição 100% deliciosa. Por melhor que sejam preparados, os alimentos costumam ser congelados para manter as condições de consumo, mas a equipe prepara os alimentos com fiscalização e todo cuidado com a saúde dos passageiros é pouco, já que se der algum problema em alto mar o tamanho do processo supera o tamanho do cruzeiro. Além dos restaurantes, o navio ainda vai receber uma decoração especial do artista plástico Romero Britto, e uma filial de sua loja Britto Gallery.
O roteiro de oito noites para apenas um passageiro em uma das cabines mais simples custa cerca de R$ 2.259.
http://adoroviagem.uol.com.br/materias/especiais/a-bordo

Muito além do Big Mac

Ps: Não temos nenhuma meta política divulgando um texto do Sr José Serra. Seja ele ou outro político que escreva ou fale sobre nosso tema será aqui divulgado, sempre fora dos períodos das eleições.

Este feriado prolongado e o período das festas juninas nos lembram que estamos patinando num setor da economia para o qual, sem trocadilho, somos naturalmente talhados: o turismo. Talvez esteja nessa área uma das maiores desproporções entre aquilo que herdamos —natureza exuberante e diversificada, cultura rica, povo amigável com os estrangeiros — e o que fazemos com essa herança.

O turismo tem uma importância maior do que parece à primeira vista. Trata-se de um setor bastante intensivo em trabalho – emprega muita gente em transportes, serviços, lazer, hotelaria — e que utiliza, em larga medida, insumos “nacionais”: clima, meio ambiente, paisagens, alimentação etc. Ele estimula ainda, e até exige, investimentos em infraestrutura, como saneamento, estradas, aeroportos, que acabam beneficiando a população como um todo. Tomemos como exemplo o monumental projeto de saneamento do governo de São Paulo na Baixada Santista, em fase de conclusão: além de despoluir as praias, está promovendo uma notável melhoria dos serviços de água e esgoto, com o respectivo tratamento, em toda a região. Esse é um ganho definitivo para a população local, além do benefício óbvio que traz para os turistas.

Infelizmente, o setor de turismo no país é muito menos pujante do que poderia. O fluxo de turistas estrangeiros que vêm ao Brasil praticamente não cresceu na década passada: em torno de 5 milhões de pessoas, que gastam em solo brasileiro US$ 6 bilhões. Esse número representa pouco mais de 0,5% dos viajantes no mundo: é um quinto do que recebe a Turquia e um quarto do que recebe o México!

No sentido contrário, no entanto, assiste-se a uma verdadeira explosão. Em 2009, os turistas brasileiros gastaram no exterior US$ 11 bilhões. Em 2010, no contexto da farra cambial-eleitoral promovida pela política econômica, esse montante se elevou a US$ 16,5 bilhões. O déficit brasileiro no setor alcançou, assim, algo próximo a US$ 10 bilhões.  Isto significa uns 16 mil empregos diretos a menos no Brasil e a mais no exterior. Ou seja, na área do turismo, um país continental e tão diversificado como o Brasil, exportou um número enorme de empregos.  E que fique claro: não se trata de criar dificuldades para os que querem conhecer outros países. O que precisamos é tornar o turismo interno mais competitivo que o turismo externo, e nos organizar para atrair mais turistas estrangeiros para cá.

Mas, afinal, o que está acontecendo? Antes de qualquer outro fator, é necessário lembrar o papel que a megavalorização do câmbio  – o impropriamente chamado real “forte” — exerce nessa equação que nos é tão desfavorável. Ele barateia as viagens e as compras no exterior e torna o Brasil mais caro para os estrangeiros. Isso explica o fato de o turismo europeu para o Brasil ter caído em mais de 20% desde 2005. Os portugueses, por exemplo, têm preferido cada vez mais o Caribe, apesar da nossa vantagem no idioma.

Há um dado que é um verdadeiro emblema da nossa dificuldade. Um turista brasileiro paga em Nova York US$ 3,7 por um Big Mac (dado de outubro de 2010). Já um turista americano desembolsa, no Brasil, US$ 5,3 pelo mesmo sanduíche — 40% a mais! No México, custa US$ 2,6, em torno da metade do preço; na Malásia, US$ 2,2. De fato, o nosso Big Mac está entre os mais caros do mundo em dólar – só perde para o da Suíça e o de alguns países nórdicos. Por estar presente em quase todo o mundo, o preço desse sanduíche é uma referência muito útil para comparações internacionais. Ele ilustra uma situação que se estende a muitos outros produtos.

Os mesmos cálculos da revista The Economist, que inventou e atualiza o “Índice do Big Mac”, evidenciam que o real está no topo das moedas mais valorizadas do mundo: perto do 40%.  Essa valorização não é sadia, pois não decorre de um robusto superávit na conta corrente do balanço de pagamentos, mas de um aumento do passivo externo em razão do fluxo de dinheiro atraído pela taxa de juros mais alta do mundo — e é assim há muitos anos.  Na verdade, o déficit brasileiro na conta corrente, neste ano, vai bater a marca histórica em tamanho (U$ 65 bilhões) e situar-se entre os três ou quatro mais elevados do planeta, em valores absolutos e em relação ao PIB.

O irrealismo cambial pode ser o problema principal, mas não é o único que explica a mediocridade da performance brasileira em turismo. Durante os últimos anos, o Brasil não investiu o necessário em obras de infraestrutura. Tratei deste assunto em dois artigos recentes neste espaço, intitulados “O  Desenvolvimento adiado” e “A pior ideologia é a incompetência”. Essa falta de investimentos cria gargalos que frustram e/ou encarecem o crescimento sustentado em várias áreas, com reflexos especialmente graves no turismo.

Querem ver? Estão aí, aos olhos de todos,o transporte caótico, terminais rodoviários e aeroportos congestionados, rodovias no mais das vezes insatisfatórias ou lastimáveis, muitas cidades sem saneamento básico decente, etc. Nas últimas décadas, nunca o governo federal investiu tão pouco nessa áreas.  O conjunto redunda em dificuldades adicionais, como a carência da mão-de-obra qualificada, falta de conhecimento de outros idiomas, desorganização e pouco investimento no fortalecimento da cadeia produtiva.

Daria para corrigir a rota? Claro que sim! Mas isso exige foco, metas, planejamento, gestão eficiente – tudo o que tem faltado na esfera federal. Além disso, sobra inoperância e  loteamento político no setor que deveria cuidar do turismo. É preciso lembrar que justamente esse setor  acabou se tornando um lugar privilegiado das lambanças orçamentárias? Neste feriadão em que tantos viajam, só o governo continua a não saber para onde vai…

http://www.joseserra.com.br/archives/1214

 

Hotel em Paris oferece quartos temáticos Barbie e Hot Wheels

O hotel Plaza Athénée Paris terá, pelo segundo ano consecutivo, o quarto especial temático da Barbie para as meninas. Além disso, vai inaugurar o quarto Hot Wheels para os meninos, ambos disponíveis durante o próximo mês de agosto.

Trata-se de uma parceria do Plaza Athénée, hotel cinco estrelas com ênfase em moda, com a empresa responsável pela boneca Barbie, com foco nos jovens clientes. O quarto é luxuoso e totalmente decorado com acessórios típicos da boneca.

Divulgação/Plaza Athénée Paris
Quarto temático da Barbie temporário para as meninas
Quarto temático da Barbie temporário para as meninas

Sofás, tapetes cor-de-rosa, iluminação, uma mesa de Barbie, mesas de cabeceira, camas com temas de fábulas, cortinas Barbie com padrão de coração e um espelho barroco.

A suíte privada tem dois ambientes diferentes para escolher: Barbie Modern Princess (Princesa Moderna) para as meninas que sonham com tiaras, princesas e contos de fadas; ou Barbie Fashion Icon (Ícone da Moda) para quem gosta de moda,
tendências e glamour.

As mais jovens provavelmente vão preferir a primeira opção, com roupa de cama “real” e sua mesa para animais de estimação. Enquanto isso, as mais crescidinhas fashionistas podem escolher o glamour colorido da “Fashion Icon”, apartamento que tem um computador e mobiliário de designer.

Divulgação/Plaza Athénée Paris
Quarto temático temporário Hot Wheels para os meninos
Quarto temático temporário Hot Wheels para os meninos

MENINOS

Para os meninos, há neste ano um quarto dedicado à velocidade e emoção, valendo-se da marca de carros de brinquedo Hot Wheels. Seu imaginário aparece com carros personalizados, “tracksets”, acrobacias e jogos, incluindo uma pista de corrida.

As camas têm forma de carro ladeado por mesas de cabeceira Hot Wheels azul e laranja, um despertador, tapetes e espelhos decorados com a fogo do motivo da marca –e muitos cartazes, carros e aparelhos no quarto para os meninos.

Entre 2 e 30 de agosto, o valor para um desses quartos conectando-se com um apartamento Deluxe para os pais, fica a partir de 1.700 euros. Se os pais optarem pela suíte de luxo, o valor é de 2.800 euros. O café da manhã continental para as crianças e os pais está incluso.

Os quartos da Barbie e Hot Wheels são voltados a crianças a partir de três anos de idade ou adolescentes com até 16 anos. Reservas podem ser feitas pelo telefone 00/xx/33/0/153-676-667 ou pelo site do hotel.

Turismo religioso aquece setor de viagens

O turismo religioso tem se convertido em um lucrativo filão de negócios para agências e operadoras de turismo.

Maior do setor no país, a CVC calcula que 30% dos 70 mil clientes que compraram seus pacotes em 2010 para a Europa visitaram santuários e incluíram cidades como Roma (Itália), Fátima (Portugal), Santiago de Compostela (Espanha) e Lurdes (França) em seus roteiros.

Valter Patriani, presidente da CVC, diz que a empresa “não vende” seus produtos como viagens de turismo religioso, mas sente uma procura crescente por esses e outros destinos como Israel e Turquia (onde, segundo a tradição católica, viveu a Virgem Maria).

Segundo o executivo, a Europa é o destino preferido de católicos. Já os evangélicos procuram mais Israel e geralmente visitam mais um destino na região.

Patriani diz que mesmo internamente o segmento ganha força. “Vendemos muitos roteiros rodoviários com saída do Rio para São Paulo que incluem uma visita ao santuário do padre Marcelo Rossi [que finaliza a construção de uma nova igreja para 100 mil fiéis].”

MILHÕES

O Ministério do Turismo estima que anualmente 8,1 milhões de pessoas viajam “movidas pela fé” e que cerca de 15 milhões de pessoas demostram interesse em destinos religiosos.

O órgão trabalha para estruturar novos roteiros turísticos com foco religioso e melhorar a infraestrutura ao turista para os destinos já consolidados, segundo Sáskia Lima, coordenadora de segmentação do ministério.

Um desses destinos consagrados, por exemplo, é Salvador (BA). Na cidade, diz, são oferecidos passeios que incluem tanto visitas a igrejas como a terreiros de religiões afro-brasileiras.

Lima afirma ainda que o turismo religioso é muito “pulverizado” e “informal”. Paróquias e igrejas evangélicas, muitas vezes, organizam sozinhas as viagens. Em outras oportunidades, diz, contam com pequenas agências e operadoras especializadas.

Uma delas é a El Gibor. “Já organizei viagens para várias igrejas: batista, metodista, presbiteriana e outras”, afirma Rosana Sancricca, diretora da operadora.

Seu mais novo projeto é um cruzeiro evangélico para 2.000 pessoas, com partida em dezembro de Santos para o litoral de Santa Catarina. No roteiro, estão previstos cultos, shows gospels e pregações a bordo.

A Marsans Brasil já organizou duas rotas –em 2009 e 2010– que percorreram os litorais do Rio e de São Paulo. Do mesmo modo, missas, apresentações de cantores e novenas estavam na programação. Há previsão de um novo tour marítimo em 2012.

Jaime Abraços, diretor da Marsans, diz que não vincula seus produtos ao turismo religioso. Estruturou os cruzeiros-e outras viagens- a pedido de um franqueado de Campinas (SP), vinculado à arquidiocese local.

O executivo vê, porém, um “crescimento muito grande” das viagens para Europa e Israel de “grupos de afinidades”, nos quais se insere a dimensão religiosa.

Turismo religioso 

 

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/932195-turismo-religioso-aquece-setor-de-viagens.shtml

Ministério do Turismo e nova Classificação Hoteleira

O Ministério do Turismo lançou na quarta-feira (8), em Brasília, cartilha com orientações básicas sobre sistema de classificação hoteleira. A publicação está dividida em capítulos que apresentam o histórico, tipologias, requisitos e procedimentos para adesão ao sistema, que começa a ser implantado ainda esse ano. A cartilha foi entregue às entidades representantes do trade e já pode ser baixada através do portal do MTur (www.turismo.gov.br).

O lançamento da cartilha precede a publicação da portaria ministerial que instituirá o Sistema Brasileiro de Classificação de Meios de Hospedagem. A partir da divulgação no Diário Oficial da União, prevista para os próximos dias, os empreendimentos interessados poderão se inscrever no sistema, que é de adesão voluntária.

Alexandre Sampaio, presidente da FBHA, participou do evento, e disse que a classificação é válida, segue uma tendência mundial, e tem um parâmetro para hotéis independentes e para pequenas empresas – promovendo uma inclusão no setor hoteleiro ao abranger todos os formatos de hospedagem. Servirá ainda como uma referência aos turistas estrangeiros acostumados a esse padrão, comum no exterior. Essa nova prática cumpriu com as demandas apontadas pela Federação de não obrigatoriedade, de baixo custo de adesão ao sistema, e de estar vinculada a um processo de sustentabilidade (primeiro passo para um processo de certificação ambiental). O sistema prevê sete tipos de meios de hospedagem – Hotel, Pousada, Hotel-Fazenda, Hotel Histórico, Cama & Café, Flat e Resort.

O diretor da Secretaria de Políticas do Ministério do Turismo, Ricardo Moesch, fez exposição sobre o sistema durante o seminário “Inovações em Políticas Públicas de Turismo: avanços e desafios”. Ele abordou o caráter participativo e os modelos internacionais observados na elaboração do sistema. Disse que a necessidade de auxiliar o turista em suas escolhas, de possibilitar a concorrência e de atualizar a classificação brasileira foram alguns dos fatores que motivaram a adoção de um novo sistema.

Faça o download das cartilhas pelo link:
http://www.turismo.gov.br/turismo/o_ministerio/publicacoes/cadernos_publicacoes/23classificacao_hoteleira.html

Ressaltamos que a partir da publicação no Diário Oficial nos próximos dias, os empreendimentos interessados poderão se inscrever no sistema, para maiores informações ou dúvidas decorrentes entrar em contato pelo telefone: (61) 2023.8220 ou pelo email do Ministério do Turismo: classificacao@turismo.gov.br

Anexos:

1) Portaria nº 17, de 12 de Fevereiro de 2010 A Portaria nº 17 , tem como objeto, tornar sem efeito o Regulamento do Sistema Oficial de Classificação de Meios de Hospedagem aprovado pela Deliberação Normativa da EMBRATUR nº 429, de 23 de abril de 2002 e revogar a Deliberação Normativa da EMBRATUR nº 376, de 14 de maio de 1997. leia mais

2) Deliberação Normativa n.º 429, de 23 de Abril de 2002

A Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo) define parâmetros para o novo Sistema de Classificação dos Meios de Hospedagem. Os novos regulamentos alteram integralmente o processo de classificação dos meios de hospedagem e consolidam disposições dispersas na legislação referentes à atividade hoteleira. Leia mais

http://www.sindgastrho.com.br/index.asp?ch=noticias&cod=28

Regulamentação profissional em turismo, um erro histórico

Por Luiz Gonzaga Godoi Trigo*

Os cursos superiores em turismo no Brasil surgiram a partir de 1971. Logo depois veio a ideia de conseguir a regulamentação das profissões ligadas ao turismo (turismólogo), um projeto de lei barrado pelo presidente da República, no início da década de 1980. Um outro projeto foi estruturado, mas também não foi sancionado por Fernando Henrique. Outras tentativas tampouco prosperaram no governo Lula. Recentemente uma discussão no Facebook tentou levantar novamente a causa mas revela-se uma iniciativa de pequeno porte e obsoleta. A finalidade desse texto é explicar, mais uma vez, porque essa é uma ideia pequena, inútil e prejudicial ao turismo com um todo.
A regulamentação das profissões ligadas ao turismo foi um erro histórico que virou fantasia na mente de algumas pessoas até ser finalmente abandonado pela maioria dos acadêmicos e profissionais.
Mas por que foi um erro?
1. A área de turismo envolve vários setores profissionais (eventos, hospitalidade, agências, operadoras, transportes, cultura, esportes, entretenimento, alimentos e bebidas), sendo impossível regulamentar todos eles em nome de um único profissional, o turismólogo;
2. A profissão não é regulamentada em nenhum lugar do mundo justamente por isso. Na segunda-feira, 23 de maio, conversei pessoalmente com o pesquisador David Airey, da Universidade de Surrey, e ele me confirmou - novamente - que não há regulamentação pelo mundo, com exceção do guia de turismo (em alguns lugares) e de atividades específicas como confeiteiro e similares;
3. O Brasil possui 63 profissões regulamentadas. Veja todas no site do Ministério do Trabalho e Emprego (clique aqui para ler). Muitas delas são propostas estranhas como repentista, motoboy, pescador, enólogo, garimpeiro, peão de rodeio, empregado doméstico e outras, e além disso não garantem inserção no mercado de trabalho como administrador ou advogado. Na prática, qualquer pessoa capacitada pode administrar um negócio sem precisar do diploma, e os advogados precisam ser aprovados nos exames da OAB ou nos concursos públicos, o que apenas uma minoria consegue;
4. A maioria das profissões não precisa de regulamentação, as exceções óbvias são a área da saúde e áreas que oferecem perigo como engenharia, arquitetura e atividades técnicas altamente especializadas;
5. Por trás dos pedidos de regulamentação paira um sentimento nefasto de ”proteção”, de reserva de mercado, de certas garantias legais que protegeriam o profissional não importando muito sua capacidade técnica e eficiência;
6. Muitas áreas importantes como marketing, informática e meio ambiente também não são regulamentadas devido ao seu vasto campo de atuação. Recentemente a profissão de jornalista foi desregulamentada justamente por ser muito abrangente e diversificada.
No caso de turismo, a maior parte dos estudantes, acadêmicos e profissionais entende essas questões e não mais se preocupa com o antigo mito da regulamentação que ficou abandonado nos becos da história. O problema é que algumas poças estagnadas dessas ideias obsoletas sobreviveram e às vezes querem reaparecer como uma improvável saída para as dificuldades profissionais. Por isso é importante que a sociedade e o mercado saibam que existe uma consciência madura e lúcida por parte da maioria dos profissionais e que a ideia de uma reserva de mercado, ou uma regulamentação do profissional em turismo, não mais está na agenda da grande maioria das pessoas que acompanham a evolução do setor e pensa o futuro da área de maneira estratégica e madura.
Mas quem é a minoria que ainda insiste nessas ideias exóticas e fora do contexto atual da profissão e de sua formação profissional?
Há os poucos românticos e idealistas, até bem intencionados, que sonham com algo de sua juventude ou ainda imaginam que uma “regulamentaçãozinha” garante alguma coisa nesse mercado tão caótico e mutável no qual vivemos, seja no Brasil ou no mundo;
Alguns professores, menos conectados com as redes de ensino mais informadas, insistem em iludir os alunos(as) com promessas irrealizáveis e objetivos inúteis;
Profissionais ou acadêmicos mal sucedidos que sonham com a miragem da regulamentação como um bálsamo universal contra seus males e dificuldades;
Demagogos e populistas que têm como única bandeira política a ilusão da regulamentação profissional.
O problema é que as pessoas não percebem que insistir nessa ideia absurda prejudica a imagem da área de turismo e passa a ideia de que seus profissionais são alienados e complacentes com a seriedade profissional. Há muitas histórias constrangedoras envolvendo a “causa”:
Recentemente uma pessoa defendia veementemente a regulamentação, no Facebook, em um texto cheio de erros de português, com argumentos confusos e argumentos incoerentes, comprometendo a seriedade de uma área que demanda um curso superior e consequentemente exige o uso da norma culta;
Em 2009, uma associação de classe, atualmente inoperante e desacreditada, prometia a regulamentação e que o então presidente Lula a assinaria com certeza no dia do turismólogo (27 de setembro). Passou a data, nada aconteceu e não se falou mais nisso;
Agora, nas redes sociais, a ideia ressurge em algumas poucas escolas do País. A confusão é incentivada por pessoas de fora dos debates realmente importantes que envolvem a qualidade dos cursos de graduação, a internacionalização das pesquisas e procedimentos empresariais, a necessidade de exigências éticas e de sustentabilidade por parte dos profissionais etc.
Se quisermos que as profissões ligadas ao turismo sejam reconhecidas pela sociedade e pelo mercado, temos que incentivar a boa formação profissional. Se for na academia, é necessário que as pessoas façam um mestrado relevante e depois, se continuarem na vida universitária, um doutorado se faz necessário. Nos setores público ou privado, é preciso que os profissionais tenham formação continuada, falem uma ou duas línguas estrangeiras, estejam familiarizados com o estado da arte de sua atividade profissional e tenham cultura geral sólida e articulada com seu campo de atuação. Consciência ética, de inclusão social e sustentabilidade (natural e cultural) são igualmente exigidas.
Finalmente, o universo dos cursos de turismo diminuiu significativamente, o que foi ótimo para a área pois boa parte dos cursos não tinham a mínima qualidade e formavam profissionais aquém das exigências da sociedade e do mercado. Em compensação surgiram outros cursos de eventos, gastronomia, hospitalidade, lazer e áreas afins que ajudam na formação profissional específica nos diversos segmentos de viagens, turismo e hospitalidade.
A área se amplia e exige cada vez mais profissionais, só que com alta competência intelectual e técnica (apesar de pagar baixos salários, a exemplo de muitos outros setores). Vivemos um mundo completamente diferente do início do século, deste século, haja vista as mudanças radicais e preocupantes que abalaram o planeta, desde as crises econômicas, novas ondas de terrorismo, mudanças climáticas, novos mercados e segmentos, tecnologias inovadoras, marketing viral e redes de acesso informatizadas e customizadas. É um mundo novo em muitas dimensões, e ainda tem gente que ainda vive nas práticas obsoletas do século XX, como os que defendem regulamentação de profissões.
As pessoas deveriam ler autores como Peter Drucker, Gilles Lipovetsky, Joshua Ramo, Thomas Friedman, Pine II e Giomore, Ram Charan, Pierre Levy e outras dezenas de analistas e prestar mais atenção às realidade nacionais e internacionais. Isso ajuda a sepultar de vez o passado rançoso e a se preparar para os interessantes e instigantes desafios do presente e do futuro. Regulamentação? Tô fora.
Para conhecer a história mais detalhada do problema
Os cursos superiores e de nível médio em turismo surgiram, no Brasil, no início da década de 1970. Foi uma opção particular nacional porque, em outros países do mundo, “turismo” está geralmente vinculado a outras áreas do conhecimento como geografia, economia ou administração e, em sua maioria, são cursos de nível médio ou tecnológico. Essa opção educacional manteve-se e foi aprofundada nos últimos anos. Em meados da década de 1990, com a expansão dos cursos superiores viabilizada pela política educacional do ministro da Educação Paulo Renato de Souza (governo Fernando Henrique Cardoso) e mantida no governo Lula, o número dos cursos de turismo aumentou para cerca de quatrocentos em todo o país.
O setor acadêmico é uma importante vertente do turismo. A área acadêmica cresceu significativamente desde meados da década de 1990. Houve uma expansão quantitativa de cursos (técnicos, tecnológicos e bacharelatos) que, infelizmente, não foi acompanhada por um incremento de qualidade. Na verdade, o segmento de cursos de turismo foi o que mais cresceu no Brasil, mas outras áreas também tiveram crescimento significativo. O quadro abaixo reflete a comparação entre o início da década de 1990 e o início do ápice do aumento da oferta de cursos de turismo, em 2002.
Em 2006, segundo Carvalho (2008), existiam no Brasil 486 cursos de turismo. Somando todos os cursos da área de turismo (Administração de Eventos, Administração em Turismo, Administração Hoteleira, Gestão do Lazer, Gastronomia, Hotelaria, Hotelaria e Restaurantes, Eventos, Lazer e Turismo, Planejamento e Organização do Turismo, Recreação e Lazer, Turismo, Turismo e Hotelaria, Viagens e Turismo) esse número chega a 710 cursos. São números estimativos. Em um país com a dimensão territorial do Brasil, onde universidades podem criar cursos sem autorização do Ministério da Educação e cursos podem ser descontinuados também sem autorização, é difícil ter um número preciso de cada curso, mas pode-se ter estimativas aproximadas.
Analisando o Quadro 1 percebe-se que os cursos de turismo tiveram um crescimento cerca de duas vezes e meia maior que o segundo curso em expansão (Comunicação Social). Houve um “inchaço” no número de cursos, que pode justificar, pelo menos em parte, muitos dos problemas existentes como perda de qualidade (a maior parte desses cursos não tem condições de garantir um aprendizado minimamente eficiente), esvaziamento dos cursos, saturação do mercado, professores mal qualificados para o cargo pois houve oferta de emprego e banalização da área.
O setor de pesquisa também teve um crescimento considerável, porém melhor organizado, pois a área de pós-graduação é estruturada pela Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), ligada ao Ministério da Educação. A falta de qualidade nos cursos superiores em geral, e de turismo em particular, foi analisada em um texto intitulado A importância da educação para o turismo, publicado por Luiz G. G. Trigo, no livro Turismo - Teoria e Prática, de Beariz Lage e Paulo Milone (São Paulo: Atlas, 2000), no qual fica evidente que esse “inchaço” dos cursos teria vida curta e consequências funestas para a área, implicando em fechamento de cursos em grande escala nos próximos anos. Foi exatamente o que aconteceu a partir de 2005.
Vários cursos superiores de turismo foram descontinuados por falta de alunos e, por outro lado, muitos cursos foram abertos em instituições de ensino superior públicas, estaduais e federais, garantindo um novo patamar de qualidade na área privilegiando a pesquisa, o ensino de qualidade e o contato da área de turismo com áreas afins (meio ambiente, gestão, geografia, estudos sobre a sociedade etc). Nessa nova fase do turismo, onde a área se insere em um contexto maior da hospitalidade, gastronomia, entretenimento, eventos, varejo, cultura etc., fica também evidente que uma suposta regulamentação da profissão de turismólogo perdeu o sentido e o significado nessa nova configuração educacional e no mundo do trabalho.
A regulamentação é uma bandeira ultrapassada. Na década de 1980, houve uma grande movimentação nacional para que a profissão fosse regulamentada. No Congresso dos Bacharéis de Turismo realizado em 1983, em Brasília, foi entregue uma solicitação ao presidente da Câmara dos Deputados, deputado Ulisses Guimarães, para que encaminhasse a aprovação do projeto de regulamentação. O projeto, aprovado pelo Poder Legislativo, foi vetado pelo então presidente João Batista Figueiredo, no final de 1983. Para se ter uma visão mais completa do histórico das tentativas de regulamentação da profissão consulte o livro Turismo - formação e profissionalização, da professora Marlene Matias (São Paulo: Manole, 2002). A única categoria “regulamentada” na área é a de Guia de Turismo (Lei n. 8.623/93, regulamentada pelo Decreto n. 946/93), e, mesmo assim, não aparece no site do Ministério do Trabalho e Emprego como categoria devidamente regulamentada.
Ao longo dos últimos anos a discussão sobre a regulamentação profissional em turismo deixou de ser prioridade para o setor e, muito esporadicamente, volta ao debate em virtude de iniciativas de alguns políticos, estudantes ou professores. Esse assunto é ignorado pelo setor empresarial e pela maior parte da academia.
As origens da regulamentação na Antiguidade
Na obra de Antonio Santoni Rugiu (Nostalgia do mestre artesão, Campinas: Autores Associados, 1998), segundo comentário do professor Ilacyr Luiz Guadazzi, encontra-se a informação de que as Sociedades dos Artesãos surgiram para congregar profissionais ligados a uma arte ou ofício. Elas conseguiram, das autoridades, prerrogativas especiais como o “direito de livre trânsito”, “direito de estudar e ensinar” e o importante “direito de vender sua produção ou conhecimento”. As origens dessas corporações de ofícios estão envoltas em ares místicos, surgindo por meio de confrarias ou irmandades no final da Idade Média (século XII) e consolidando-se no século XIV. No início do século XIX elas começam a perder forças quando o desenvolvimento das artes, da ciência e das novas práticas comerciais tornam inviável o sistema de corporações de autoproteção.
Para garantir sua unidade, autonomia e interesses, essas entidades adotavam cerimônias de iniciação para os aprendizes, saudações e sinais de identificação entre os membros, além de uma série de normas para disciplinar o relacionamento dentro e fora dos grupos. A Maçonaria, por exemplo, teve em suas origens a influência dessas corporações medievais, o que remete ao misticismo que permeava essas organizações. Na fase de declínio dessas corporações já não havia mais mistérios e segredos profissionais a serem guardados, apenas os privilégios e as conquistas conseguidos ao longo dos séculos e que se perdiam, aos poucos, frente ao capitalismo industrial que surgia com novos desafios de mercado, novas formações sociais e inúmeras fontes inéditas de conhecimentos na história da humanidade. O mundo começava a se tornar mais complexo e competitivo.
O campo do trabalho relacionado ao turismo
Turismo relaciona-se com um campo mais amplo que envolve hotelaria, gastronomia, hospitalidade, lazer, entretenimento, meio ambiente, mídia, cultura em geral. São atividades do setor de serviços, exatamente o setor que, juntamente com as chamadas “novas tecnologias”, caracterizam as chamadas sociedades pós-industriais, ou da informação, da experiência, do conhecimento, do acesso ou o nome que se queira dar a elas, de acordo com o teórico escolhido entre as dezenas que analisam as formações sociais contemporâneas. Esses setores não precisam de “regulamentação”, mas sim de organização que garanta um alto nível de formação profissional, segurança e qualidade às suas atividades. Algumas atividades podem ser regulamentadas de alguma forma, porém os profissionais precisam de competência expressa por eficiência e eficácia no exercício de seu trabalho e não uma burocrática e ineficaz “regulamentação da profissão”. Inserção e sucesso profissional não são garantidos pela regulamentação e nem mesmo por um curso superior.

A junção educação-trabalho no mundo atual

Um dos problemas do turismo internacional é a garantia de altos índices de desempenho e qualidade, eficiência e eficácia, possibilitados por bons programas de educação e treinamento. Os países que possuem melhores índices de qualidade em seus serviços turísticos são justamente os países que têm investido em educação e formação profissional como a União Europeia, a América do Norte, os países asiáticos em geral e alguns poucos países islâmicos (dos quais os Emirados Árabes Unidos estão despontando como referência turística no Oriente Médio). Em nenhum país do mundo existe uma profissão de “turismólogo” ou similar regulamentada, mas a qualidade dos serviços é mantida graças à regulamentação de algumas atividades profissionais, a um eficiente e rápido sistema legal de proteção ao consumidor, ao alto nível de consciência e ética profissional e a um sistema educacional sólido desde o nível básico. Evidentemente esses países ainda possuem políticas fiscais razoáveis, ausência de burocracia estatal e políticas de desenvolvimento que garantem aportes de capital nacional e estrangeiro, situação bem diferente da vivida pelo Brasil no período entre o final do século XX e início do XXI.

Com base nessas considerações, fica evidente que a solução para a profissionalização do turismo no Brasil não passa, necessariamente, por uma simples e burocrática “regulamentação”. Ela é insuficiente para resolver todos os problemas da área.

É preciso entender que o turismo é muito mais do que o senso comum ou o pensamento convencional pensam a seu respeito:
1. O turismo é um agente ativo do processo de globalização, com todos os pontos positivos e negativos que esse processo comporta, influenciando e sendo influenciado por ele.
2. O turismo faz parte de uma série de serviços complexos, multifacetados e sofisticados presentes nas sociedades pós-industriais como hospitalidade, entretenimento, gastronomia, cultura, lazer, esportes etc.
3. O turismo depende de conhecimento e padrões elevados de qualidade que, por sua vez, só são possíveis se houver pessoas que possuam preparo intelectual e técnico suficiente para manter esses padrões.
4. O turismo depende de um pensamento aberto, dinâmico e global. Quem trabalha com turismo não pode ser preconceituoso, racista ou xenófobo.
5. O Brasil precisa continuamente se abrir para o mundo, evitar nacionalismos prejudiciais e se inserir, de maneira crítica e madura, no processo de globalização.
Em um mundo cada vez mais interligado e conectado, os estudantes e profissionais em turismo precisam ser mais internacionalizados. O nacionalismo exacerbado é pernicioso ao humanismo em geral e ao turismo em particular. A União Européia só se desenvolveu plenamente (apesar das crises econômicas setoriais) depois que controlou os sentimentos isolacionistas de seus países membros e se voltou para um cenário internacional mais amplo.
O turismo pode - e deve - ser uma fonte vivificadora dessas relações humanas culturais, políticas e econômicas, nacionais e internacionais. Somos o novo, algo inédito em um mundo que se transforma. Precisamos de teorias e práticas realmente inovadoras, pois trabalhamos com realidades diferentes.
Não podemos nos prender ao lodo estéril das ideologias mortas e nem aos tumores malignos dos tribalismos excludentes.

http://www.hoteliernews.com.br/HotelierNews/Hn.Site.4/NoticiasConteudo.aspx?Noticia=66336&Midia=1

Rio terá 1ª filial no Brasil da famosa Cordon Bleu

Foi em volta da mesa, com um jantar preparado no Rio de Janeiro pelo chef francês Roland Villard, em outubro, que a mais antiga escola de gastronomia do mundo, Le Cordon Bleu, e o governo fluminense se aproximaram pela primeira vez. O encontro rendeu frutos e, no próximo mês, será firmada parceria para abertura da primeira filial brasileira da escola francesa. O local escolhido é um prédio público em Botafogo, na zona sul carioca.

Como o espaço terá de passar por obras, a expectativa é que a primeira turma inicie as aulas no início do ano que vem e até o fim de 2012 saiam os primeiros formados brasileiros.

Professores da sede em Paris e de outras filiais vão se transferir para o Rio para iniciar o curso, que seguirá o modelo da Cordon Bleu, com duração de nove meses e três módulos – básico, intermediário e superior – de cuisine (cozinha) e outros três de pâtisserie (confeitaria).

Baixa renda. A negociação com o governo estadual fluminense inclui a reserva de pelo menos um quinto das vagas para alunos de baixa renda e formados em escolas públicas. ‘A Cordon Bleu vai formar e ao mesmo tempo valorizar a cultura local. A técnica francesa está em 80% das escolas do mundo. A partir dela, pode-se desenvolver qualquer técnica. E as aulas vão valorizar os produtos locais tradicionais’, diz Roland Villard, chef do restaurante Le Pré Catelan.

Villard atuou como consultor da escola francesa e aproximou o presidente da Cordon Bleu, André Cointreau, e o vice-presidente, Patrick Martin, do vice-governador, Luiz Fernando Pezão. O político fluminense é um apreciador eclético, que vai da comida de boteco aos pratos mais sofisticados.

Detalhes como o número de estudantes e o preço dos cursos para os alunos particulares serão definidos até junho, quando Cointreau voltará ao Rio para formalizar a parceria com o governador Sérgio Cabral.

A Secretaria de Ciência e Tecnologia do Estado não deu nenhuma informação sobre as negociações com os franceses nem sobre o investimento estadual na empreitada. Roland Villard acredita que o destaque do Rio com a Copa de 2014 e especialmente com os Jogos Olímpicos de 2016 foram pontos a favor da cidade na decisão de abrir uma filial carioca. O chef acredita que a nova escola poderá atrair alunos com alto poder aquisitivo, mas que não podem ou não querem deixar o País por quase um ano para o curso completo.

Valores. Além de tradicional e conceituada, a Cordon Bleu é cara. O curso completo para obtenção do chamado ‘grand diplôme’ ( grande diploma) chega a 35 mil (R$ 80,5 mil). Há ainda cursos que vão de poucas horas a até quatro dias, com preços que variam de 40 (R$ 92) a 900 (R$ 2.070).

Em Paris, a maioria dos alunos do curso completo é de estrangeiros. ‘Poucos franceses fazem escolas privadas de gastronomia. Há muitos cursos públicos excelentes. Eu me formei há 20 anos em uma escola pública’, conta Villard, que dará aulas de História da Gastronomia na Cordon Bleu do Rio.

Formação. ‘Nove meses são suficientes para se ter o conhecimento avançado, mas isso não é tudo. Nenhuma escola no mundo forma chefe de cozinha. Forma cozinheiros’, diz Villard. ‘Só na aplicação do aprendizado é que você, talvez, se torne um chef.’

Villard se diz encantado pela sensibilidade e criatividade do brasileiro. Mas faz uma ressalva. ‘A questão é que a gastronomia brasileira não saiu do Brasil, não ganhou o mundo, como a gastronomia mexicana, a italiana, a peruana, a libanesa. Acho que essa realidade pode mudar’, ressalta.

http://estadao.br.msn.com/ultimas-noticias/rio-ter%C3%A1-1%C2%AA-filial-no-brasil-da-famosa-cordon-bleu

Eventos impulsionam procura

Copa e Olimpíadas atraem estudantes em busca de colocação profissional mais rápida.

Danilo Verpa/Folhapress

Amanda de Barros Piloto, 22, é aluna do quarto semestre do curso superior
de gastronomia no Senac, em São Paulo

VANESSA CORRÊA DA SILVA

DE SÃO PAULO

Jecineide Carvalho, 20, viu na Copa do Mundo uma das principais motivações para estudar hotelaria. Aluna do quarto semestre do curso no Senac-SP, Jecineide já trabalha no hotel Grand Hyatt, na capital paulista, há um ano.
“Optei pelo curso tecnológico por ter menor duração. Assim, consigo entrar no mercado mais rápido e estar preparada até a Copa, que com certeza trará muitas oportunidades”, afirma.
Entre as áreas profissionais em crescimento no país, o turismo é uma das que tem se mostrado mais aquecida, com altos índices de empregabilidade. Segundo o Ministério do Turismo, 7,2 milhões de pessoas trabalham atualmente no setor e esse número só tende a crescer.
Com a aproximação da Copa do Mundo (2014) e das Olimpíadas, no Rio, o setor turístico deve ficar ainda mais em evidência no país.
Somente no Rio, cidade que sediará os Jogos Olímpicos, a previsão é de que 10 mil novos quartos de hotéis estejam prontos até 2016.
“Nossa meta são 4.500 novos quartos já para a Copa e 5500 para a Olimpíadas. Esse crescimento trará a abertura de cerca de 40 mil novos postos de trabalho no setor e eu diria que 60% são voltados para profissionais com curso superior na área”, afirma Alfredo Lopes, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Rio de Janeiro.
“A cada semestre, aproximadamente 30 empresas do setor hoteleiro nos procuram para selecionar alunos. Da segunda metade do curso em diante, diria que 80% dos alunos já estão atuando no mercado”, informou Eleni Paparounis, coordenadora do curso de tecnologia em hotelaria do Senac-SP.

GASTRONOMIA
Outra área que também deve se beneficiar com os eventos é a gastronomia. O aumento do turismo no país vai agravar a falta de mão de obra do setor e o resultado é a criação de mais espaço para profissionais com formação acadêmica.
Amanda de Barros Piloto, 22, aluna do quarto semestre de gastronomia no Senac-SP, acredita que o curso é um diferencial. “Eu sei que não sairei do curso como chef de cozinha, mas as aulas dão uma ótima base para quem quer começar na profissão”, declara.

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/especial/fj2205201103.htm

 

Corinthia Hotels prepara-se para abrir suas portas no Brasil

São Paulo – Fasano, Emiliano, Unique e outros hotéis paulistanos de alto luxo em breve terão concorrência. Pouco conhecido no Brasil, o Corinthia Hotels resolveu erguer um estabelecimento por aqui. Rede nascida em Malta (pequena ilha-nação do Mar Mediterrâneo) há mais de 40 anos, ela se concentra no oferecimento de instalações e serviços sofisticados a seus hóspedes. No momento, os diretores da empresa fazem uma série de discretas visitas às metrópoles locais para escolherem qual delas receberá a unidade. Mas os executivos do Corinthia já dão como certo que a eleita será São Paulo.

O último hotel aberto pela empresa, em Londres, dá uma boa ideia de sua proposta. Inaugurado a um custo de 330 milhões de euros, o Corinthia Hotel London funciona em um edifício neoclássico construído em 1885 no centro da capital britânica e que pertencia à própria rainha Elizabeth II. Depois de adquiri-lo da soberana inglesa, o grupo reformou-o por completo ao longo de 4 anos e abriu suas portas em 28 de abril de 2011 (bem a tempo de aproveitar o movimento gerado pelo casamento do príncipe William com Kate Middleton, celebrado no dia seguinte).

Malta

Criado e até hoje controlado pela família Pisani, de Malta, o Corinthia Group surgiu em 1960, tem ações listadas na bolsa da ilha e pretende abrir seu capital também no Reino Unido. Além da bandeira Corinthia Hotels, a empresa gerencia unidades da rede americana Wyndham, que também é sócia da companhia.

“Há 5 cidades onde queremos estar em breve: Nova York, Paris, Roma, Moscou e São Paulo. Destas, São Paulo é a que estamos mais perto de atingir”, afirma Roderick Micallef, gerente-geral do Corinthia Hotel Lisboa. Hoje, além da unidade portuguesa, a rede tem hotéis em Budapeste, Praga, São Petersburgo, Trípoli, Cartum, a recém-aberta em Londres e em Malta.

Micallef observa que o que a rede entende por luxo não se resume a instalações suntuosas. “Na verdade, acreditamos que existem três coisas relevantes para o sucesso de um hotel: serviços, serviços e, por fim, serviços”, brinca. O Corinthia busca se diferenciar por dar aos hóspedes um tratamento intimista, quase familiar, diz ele.

Diárias

As sondagens da equipe no Brasil incluem prospecção de terrenos onde seria possível erguer um hotel, mas no momento ainda não se bateu o martelo a respeito. Há também a chance de que algum edifício seja aproveitado, como na Inglaterra. “As diárias de nossa unidade em Lisboa oscilam de 130 até cerca de 300 euros; em Londres, entre 300 e 600 libras. Guardadas as proporções, no Brasil os valores serão parecidos”, revela Micallef. “São Paulo é o centro econômico do País, uma sociedade incrivelmente dinâmica. Não podemos ficar fora daqui”, completa Marcel Horande, gerente sênior de vendas do Corinthia Hotel London, que também se encontra no Brasil. Teresa de Châtillon, diretora de Relações Públicas da unidade de Lisboa (outra integrante da equipe que visita o País) finaliza: “Queremos trazer nosso conceito de hotelaria de alto luxo, que é bem específico. Seremos uma novidade no mercado brasileiro deste setor”.

Competição

São Paulo está, de fato, carente de mais apartamentos de hotéis cinco-estrelas, observa Fernando Sanches, consultor especializado em hotelaria. Portanto, há demanda para o surgimento de um Corinthia local. O que não quer dizer que não existam já estabelecimentos do tipo na cidade, no entanto.

“Hilton, Grand Hyatt, Unique, Fasano e Emiliano são os hotéis de alto luxo da capital paulista”, informa ele. “Destes, os dois primeiros oferecem também outras opções de hospedagem além das deste tipo, ao passo que Unique, Fasano e Emiliano são exclusivamente focados em sua proposta de acolhimento cinco-estrelas. De qualquer forma, o Corinthia terá competição ao chegar aqui”. Seria interessante saber em mais detalhes, observa Sanches, quais os diferenciais do trabalho da rede maltesa, aparentemente voltado para a excelência no relacionamento entre os clientes e o staff de cada unidade.

Mas ainda assim há demanda para um estabelecimento do tipo. “A hotelaria paulistana, bem como a do restante do Brasi, passa por forte expansão. Calcula-se que pelos próximos 5 ou 6 anos, ao menos, isto vai perdurar. Especificamente a área de hotéis ultrassofisticados tem necessidade de novos quartos na cidade, que afinal de contas é constantemente visitada pelas maiores fortunas do País”, observa o consultor, referindo-se ao bom momento econômico vivido no Brasil.

Conheça de perto o Corinthia Hotel London:

Corinthia

Corinthia

Corinthia

Corinthia

Corinthia

http://www.panoramabrasil.com.br/corinthia-hotels-preparase-para-abrir-suas-portas-no-brasil-id63598.html