Publicidade
| O que aprendemos com os mais jovens? 04/12/2009 |
|
Enquanto envelhecemos, nos valemos cada vez mais de nossas experiências e conhecimentos adquiridos, mas outras fontes valiosas de aprendizado, pessoal e profissional, são os mais jovens. Acompanhar as novas gerações significa um duplo ato de cuidar do outro e refletir sobre nossas vidas, por isso a ação de um coach, de um gerente ou monitor é importante, pois possibilita espalhar o conhecimento e reaprender com sua trajetória refletida nos outros. Cada pessoa possui sua história e seus caminhos. Cada pessoa possui sua vida e seus objetivos e a vida não se mede apenas pela longevidade, mas igualmente pela intensidade e significado das atitudes e projetos realizados. O que eu acho mais instigante nos jovens - alunos, profissionais ou familiares - é a maneira como encontram seu caminho em meio ao cipoal da existência, como lutam por seus objetivos. E como, muitas vezes, os conquistam. Entender suas dúvidas e anseios é entender, um pouco mais, a nós próprios, especialmente se estivermos em outra fase da vida, mais madura. Essa juventude deve ser eterna, mesmo se nos tornarmos velhos ou deixarmos de existir. Esse é o espírito do Natal: o nascimento da luz, segundo os antigos cultos de fertilidade do hemisfério Norte, ou segundo os cristãos atuais. E luz é vida, renovação, prazer em viver e em saudar a vida. Muitas vezes me confronto com as possibilidades e a coragem com que as pessoas vivem suas vidas, com a capacidade que possuem de amar e como convivem em meio a paixões, aventuras e desafios. Nessa época de final de ano, nós que trabalhamos com hospitalidade, viagens ou alimentação, eventos ou formação profissional, não podemos perder de vista o parâmetro da vida e essa vida é sempre jovem, mesmo nos mais velhos. Mesmo nos que já se foram, porque sua lembrança - assim como a memória dos velhos - é sempre fresca e vital. O prazer inerente às nossas áreas implica em ações arriscadas, ousadas e corajosas, e isso é o que faz a vida, isso que nos deixa sempre ativos e altivos, como adolescentes. Claro que aprendemos muito com os mais velhos, especialmente aqueles que mantiveram sua mente fresca e aberta ao mundo. Mas também aprendemos com os seres humanos que estão na aurora de suas existências. Para mim, uma das escolas filosóficas mais densas é o existencialismo, cristão ou ateu, não importa. O existencialismo fala de liberdade, das escolhas próprias e de situações-limite, vividas intensamente e com coragem. Além da luz natalina, as festas de réveillon nos permitem uma reflexão sobre nossos caminhos e conquistas. É bom e edificante que, nessa época de festas, resguardemos um tempo de reflexão e de memória para nós mesmos e para aqueles que nos são queridos. É importante que reflitamos sobre os bons exemplos que os outros nos legam e nos bons exemplos que podemos legar. Então compreendemos que o conhecimento é mais do que aulas, cursos, leituras, sites, métodos e processos. Tudo isso é importante, mas a vida fala mais alto e o bem das pessoas - da sociedade, das comunidades - deve ser a medida de nossas vidas. É dessa forma que conquistamos e felicidade em nossos mundos (pelo menos uma boa parte dela) e deixamos, um dia, sementes que permanecerão nas memórias e sentimentos dos outros. A vida permanece. A juventude é eterna, assim como o aprendizado, a memória e o prazer que sentimos em vivenciar a história dos nossos companheiros de caminho. |

